Basium
Um beijo roubado. O início de tudo. Bochecas rosadas. O amor que envolvia o casal se entrelaçava a lascividade que os consumia. Os lábios começaram a se encontrar com os dela, desceram ao colo, e rumaram em direção ao tórax. Devorava com voracidade tudo o que encontrava, não deixando sobrar nem um rastro sequer. O beijo íntimo se dava demoradamente, dando uma acelarada ou outra vez em quando. As pernas delicadas e lisas deslizavam pelo pescoço masculino numa atitude sem sucesso de parar tal ósculo. A retribuição veio logo em seguida, tendo o pescoço e o abdome como principais alvos. O beijo intimo nele foi recebido com mais que aceitação, enchendo de urros e desejos o cômodo. Os lábios de ambos se encontram mais uma vez, e vagarosamente se mordiscaram com voluptuosidade. Os corpos tomaram ritmo, e os urros tomaram frequência e intensidade. O que se passava entre os dois os enchia de vitalidade e só aumentava. Não dava espaço para restrições. Exaustos, fizeram os lábios se encontrar de novo, mas calmos. Selando o que sentiam.
Fuga
Um olhar, de canto. Mudos. Sem nehuma palavra, e diziam tudo. A saudade, a vontade, o tempo perdido (que agora era mais que ganho). Sem dizer nada, a puxou e disse ao pé do ouvido que precisavam conversar. A sós. No carro. Suspense e medo instaurado, cobertos por desejo. E este, era maior do que se imaginava. Já no local combinado, apenas um beijo, longo e demorado com mordidas e tudo que se tem direito. As mãos saciaram as pré-vontades e alimentaram o ar libidinoso. Sendo assim, partiram rumo a um lugar no qual pudessem ficar em paz. A estrada estava escura e somente alguns postes luziam. Pareciam velas, e a mestre maior era a Lua. No acostamento, lábios se encontram. As mãos carinhosamente abrem caminho pro banquete . Um riso abafado por um beijo devido a um embaraço inebriante. Uma blusa que sobe, um vestido que desce, um sorriso que sobe, a vergonha que some. E a cada beijo, a cada afago, a cada toque, a adrenalina ia a mil. Após os caminhos se encontrarem, a velocidade acompanhava a vontade. Quanto mais se tinha, mas se sentia. A cada saciada, um novo atalho a ser tomado. Combustível findado, retorno fácil. As vias carnais, agora já não eram inéditas. E o caminho quase padrão agora.
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