Maverick


O tempo passava. Ele já não conseguia esperar mais. Tudo tão rotineiro transformado de repente. Antes dela, chegava as 18h em casa. Seus pais não reclamavam. Agora, no mínimo as 21h. Os pais, duas panelas de pressão. Sua intimidade também chiava. Nunca conseguira sentir o mesmo sentimento em ambas as partes do seu corpo. É só vê-la pra que tudo acelere. Para que tudo que há, aumente. Ela ainda não vinha. Esperou no carro. Adormeceu. Acordou com um beijo estalado e um carinho um tanto quanto quente.  Seu tronco pela janela fez a blusa meio largada descer, expondo a silhueta mais que apreciada. Ali mesmo, sem pudores, as mãos entraram. Dela, na calça. Dele, por baixo da blusa. Se beijavam com os lábios e as mãos. Se jogou no colo dele e pularam pro banco de trás. Em euforia, nus. Compassos e desejos. Nunca como antes. Cada dia algo novo. Isso o provocava. Até demais. Aquele instante já fazia parte dos seus sonhos, embora ainda não o tivesse sonhado. Para ele, sem esperanças. Agora a realidade o consome. Como fogo. Rubor. Acabaram por se trancar no carro, na rua escura e dormir. O tempo, já não passa mais. 

Nenhuma

Se pegou pensando nele. Resolveu ligar. Um jantar marcado às pressas. O que mais interessava a ela não era o jantar em si, mas sim as surpresas que prepararia. Marcou pras 19h00. 18h30 e a roupa escolhida na cama. Mas não ia esperar prontamente. Lingerie escolhida estrategicamente pensando no desfecho (ou apenas o início) da noite. Após o banho, vestiu-se apenas com a calcinha. Sentou-se na cama. Apagou as luzes. Molhou os dedos nos lábios e foi descendo. Tocou delicadamente os seios e passou a massageá-los. Imaginou que as pontas de seus dedos eram os lábios de seu namorado. Seu centro do prazer se inundava. Conforme fluía, desceu os dedos até lá. os encharcou e agora freneticamente se ritmava. Antes de atingir o ponto máximo, parou. Em menos de 1 minuto, seu namorado chegara e percebera o rubor em sua face, a vermelhidão em sua pele, sua respiração ofegante, seus mamilos enrijecidos. A cama molhada. Na hora, ele se mostrou disposto. Ela levantou como se nada tivesse acontecido, terminou de vestir-se e pegou a bolsa. Enlaçou-o com os braços e o beijou profundamente. Depois, é a sua vez sussurou em seu ouvido enquanto sadicamente, sentiu o que a esperava mais tarde.

Complacência



Percebi. Ter você ali ao meu lado não bastava. Precisava estar em infusão junto a ti. Ali, parados não éramos nada. Fomos. Viemos. Inúmeras vezes. Esse seu respirar. Teu abdome não é exemplo de definição porém é mais que perfeito pra mim. Repouso sobre teu peito. Tua mão vaga até encontrar minha mais profunda libido. Minha boca procura te acalentar. Desço, e malvadamente não completo. Deixo te entrar. Penetras profundamente até onde posso sentir. E é tudo. Mais que tudo. Complexidade. Grandeza. Elevação. Ritmos. Gritos. Um quarto fechado. Abafado. Estocadas e satisfações. Massageei te. Parei e novamente abaixei. Não completei deixando pra que você me proporcionasse por mais tempo. Queria te sentir cada vez mais dentro de mim, nesse ritmo inconstante e delicioso. O Falo. O Grelo. O teu. O meu. Me virava cada hora de um jeito e se satisfazia ao mordiscar meus mamilos. Meus seios passeavam pela suas mãos e cada vez enrijecia meus mamilos. Você, uma rocha. Deixei você abaixar dessa vez. Cada linguada era uma sensação de quero mais; quando utilizava os dedos era mais calorento ainda. Acabei por fluir. Você ainda não. Invertemos. Boca em teu, tua boca em minha profundeza. Fiz, com mais prazer ainda e acabei por finalizar. Você insistiu em ir pelo caminho errado, mas neguei. Quem sabe numa próxima vez? Juntos, podemos tudo. Sozinhos, quase.

Claridade

Após cinco dias, o tão esperado retorno. Já naõ aguentava mais. Parecia ter se passado um mês. Seus cabelos loiros, presos, poderiam se enrolar no meu peito novamente. Te reconheci antes de ver seu rosto, devido ao desenho de teus seios. Lindos. Mais lindos quando os chupo. Vontade de mordiscar teu mamilo enquanto encho minha mão. Meu lado mais selvagem já pulava de alegria. Assim que nos beijamos, senti tua mão me acalorar levemente. Uma leve passada, mas que me deixou mais agitado. Entramos no carro. Antes da partida, mais um beijo. Mãos dentro das calças. Não havia espaço para vergonha, somente pro prazer. Achamos melhor parar e continuar depois. Rumamos à minha casa, pois tinha dito à família que só voltaria pra sua, a noite. Entramos na garagem e eu fechei o portão. Antes que eu ameaçasse levantar, já estava arriando minhas calças e expondo meu membro as tuas vontades. Começou por massageá-lo e envolveu em tua boca. Quente. Em tua ausência apenas sonhos escuros me acalentaram. Não resolvi meu problema por mim mesmo, te esperei. Devido à isso, acabei por vir-me rápido. Você se limpou e disse estar pronta pra outra. Abaixei o banco, e você já tirou o shorts, escolhido estrategicamente. Enquanto eu tentava tirar sua blusa, você já estava por cima, me tendo como um cavalo. Vi aqueles mamilos que senti falta e aproximei seu torso de mim. Deliciei minha boca com eles. Paramos e fomos para o banco de trás. Você, uma cachorra. Vi tua enorme anca branca e resolvi beijá-la. Meus dedos entravam em ti. Varei-te. Tomamos ritmo e você veio antes de mim, mas não liguei. Fez questão que eu fosse entre seus peitos, e me acariciou com eles. Regozijo através de um fluído. Mais uma vez. Tomamos um banho e dormimos. Fomos pra sua casa. Voltamos a minha. O amanhã, estava apenas por começar.

Litoral

Tiny, tiny. Pobre de mim ter que pensar que ainda não a tenho. Duvida incerta. Será que se prolongará? Me lembro dos sete pecados. Somente por você, fui. Ok, os pecados me tentaram também. Tentei falar. Nada. Náusea. Desmaio. Acordo. Você sumiu. Me lembro de ir até a van. Acordei na porta de sua casa. Não quero repetir a cena, mas bem que podia me convidar pra entrar. Após um ano tentando achar um meio, durante o Ingresso Comemorado, mal nos falamos. Mas bem que você queria. Aquela fusão de lábios. Desde que te vi, pequena, é isso. Martírio? Não. Masoquismo, pois desfruto com regozijo. Cada sorriso seu, pulso. Ele, também. Ambos queremos. Tanto o físico como o emocional. Não sabemos ao certo onde iremos chegar, mas que esse ponto existe, existe. Ah, pequena, vou ter que te imaginar mais uma vez. Preciso é tirar o medo. E nada de consolos dizendo que é frieza. Lorota pura. Coragem. Como eu queria ter. Como eu queria te ter. Não como declaração de posse, mas sim como segurança, saber que você e eu é que estamos juntos. E não há mais ninguém. Pra mim, só existe você. E seus quadris. me fascinam, ainda. Fascinam ele também. Quando descobrirei a verdade? Quando a coragem quiser. Ele já quer.