Fuga

Um olhar, de canto. Mudos. Sem nehuma palavra, e diziam tudo. A saudade, a vontade, o tempo perdido (que agora era mais que ganho). Sem dizer nada, a puxou e disse ao pé do ouvido que precisavam conversar. A sós. No carro. Suspense e medo instaurado, cobertos por desejo. E este, era maior do que se imaginava. Já no local combinado, apenas um beijo, longo e demorado com mordidas e tudo que se tem direito. As mãos saciaram as pré-vontades e alimentaram o ar libidinoso. Sendo assim, partiram rumo a um lugar no qual pudessem ficar em paz. A estrada estava escura e somente alguns postes luziam. Pareciam velas, e a mestre maior era a Lua. No acostamento, lábios se encontram. As mãos carinhosamente abrem caminho pro banquete . Um riso abafado por um beijo devido a um embaraço inebriante. Uma blusa que sobe, um vestido que desce, um sorriso que sobe, a vergonha que some. E a cada beijo, a cada afago, a cada toque, a adrenalina ia a mil. Após os caminhos se encontrarem, a velocidade acompanhava a vontade. Quanto mais se tinha, mas se sentia. A cada saciada, um novo atalho a ser tomado. Combustível findado, retorno fácil. As vias carnais, agora já não eram inéditas. E o caminho quase padrão agora.