Coliseu



Um beijo. Pescoço. Línguas festejam, tentando um entrelaçamento não tão bem sucedido. Risos. Abafados por um novo encontro entre de línguas. Os braços, a carregam e soltam-na sobre a cama, enquanto os lábios se devoram. Ainda. Os masculinos em um desvio de rota, alcançam a orelha feminina e sussuram arrepios. Os dedos dele, encontram o botão e o zíper de uma saia. Arranca sem delicadeza alguma, e ansiosos sobem rumo ao fecho do sutiã, já expostos. Os seios mal despidos, mãos o acalentam e os suportam para que um beijo quase infindo se dê. As mãos delicadas, no entanto, já encontraram o membro em riste, enquanto este teima para se livrar do jeans que o aperta. Enfim livre, o passeio da mão feminina continua e acaba por cravar as unhas não tão grandes nas costas largas dele. Este, nu e ela, somente com uma peça de roupa. Íntima. Inferior. O suor já se faz visível, assim como a elevada ansiedade por ambas as partes. Se unem e tomam ritmo. Calor intenso, urros, gemidos. Suspiros. E assim, suada, molhada, despenteada, ainda era linda. Talvez em sua mais bela forma. Com a frequência aumentada, o tão buscado êxito se faz presente. Ainda em fogo, celebram com mais um ósculo ardente, retomando o mínimo de fôlego necessário para repetirem o ato. Não só mais uma vez. Afinal, hoje é domingo.


(inspirado na música "Saia" - Alexandre Nero. http://www.frequency.com/video/saia-alexandre-nero/22841953)