Mania
Era uma Puta, dessas bem comprometidas com o trabalho. Uma "Putinha", como gostava de ser chamada. Só não cobrava diretamente mas fazia de tudo. Com cada parte de seu corpo, sabia fazer algo único. Talvez por isso continuava a ser desejada mesmo tendo tendo o odômetro gasto. Todos do time de futebol - todos, sem exceção - já haviam rolado com ela. E ela gostava, e ainda gosta da coisa. Vivia de roupinha colada e aqueles olhos cor de mel contrastando com sua tez branquinha a faziam charmosa. O salto discreto mas sempre presente no pé realçavam a sua bundinha mais que perfeita. Os seios, formosos nada exagerados. Um pouco caídos, pela maldade da gravidade e pelo tamanho, mas até aí nenhum homem reclamara. Só ela achava ruim, mas no fim se convencia quando os seus lhe diziam: na horizontal, a gravidade sai perdendo. Por fim, era única, e gostava de ser assim. Sem lugar pra dúvidas, ou questionamentos. Apenas pro prazer, puro e próprio.
Xariar
Não. Não suportaria vê-la com outro. Chegou em casa e a única coisa que conseguia pensar era naquela cena. Os dois ali, encostados no pilar da danceteria. Bocas mais que juntas, corpos quase em fusão. A temperatura do ambiente ainda ajudava a esquentar o clima do casal. Um ritmo frenético de mãos, bocas e pélvis. Se não fossem as roupas, seria atentado ao pudor. Só que não era ele que estava ali. Era só mais um. Um outro qualquer que ela encontrou na noite. Algumas horas atrás, uma briga. Ofensas mais que gratuitas. Um basta ao que já havia se quebrado faz tempo. Resolveu sair pra esfriar a cabeça. Ela também. Agora, em casa, tentando dormir mas atormetado. Ela, já em casa também, em prantos, arrependida pelo que fez. No dia seguinte, desvia a rota. Entra na loja escondida em meio a um beco, e deposita no balcão todo o dinheiro reservado pra uma viagem: Quero aquela ali. O Sol refletia o prateado do cano. Guarda na mochila. Uma ligação. Diz que precisam conversar. Atordoada, consente e marca em sua própria casa, dali uma hora. Em menos de meia hora de conversa, mais prantos e um beijo da pseudo reconciliação, que visa oficiliazar o término. As bocas se unem, e a atração é mais forte ainda. Mãos levantando blusas e abaixando braguilhas. Ritmos nunca antes experimentado entre os dois. Tudo muito bom porém muito rápido. Cansados e no mínimo confusos, deitam, cada um pra um lado. Ela dorme, tentando amenizar a sua confusão mental. Ele, se enraivece sabendo que é a última vez que isso iria acontecer. Se veste. Abre a mochila. Aponta a arma recém adquirida pra cabeça dela. A mão treme. Uma lágrima escorre. Um gatilho é disparado. As sirenes ecoam pelo bairro. Os paramédicos e bombeiros entram na casa, já cercada pela polícia. Lá fora o delegado, sem sucesso, pergunta o que aconteceu pra garota que chamou a polícia. Ela só teve coragem de ligar e dizer que havia um corpo em seu quarto. Perdera a voz tentando entender. Esparramdos pelo chão, ele encoberto de sangue e a arma. Sabia que precisava morrer em sua cabeça pra que ela seguisse em frente, mas não literalmente.
Frênulo labial
Mais uma tarde como qualquer outra. O céu acinzentado, as mesmas tarefas. O mesmo calhamaço de relatórios em cima da mesa. O ritmo frenético dos dedos no computador ligado e um celular deixado de lado. Repentinamente a porta se abre, e ele aparece. Rouba um beijo e começam a conversar. Ela reclama do cansaço. Ele, da distância e da saudade. Não se contentam e mais um beijo, um tanto quanto prolonogado é dado. Após alguns susurros de convencimento no ouvido, ela cede e eles vão embora de maõs dadas pelo corredor do setor. Dirigem-se até o carro dele, e dão tchau ao porteiro simpático. Em menos de cinco minutos, já estão na casa. Dele. Sobem as escadas frenéticamente, rindo por descobrirem estarem sós. Ela se joga na cama, e diz que vai dormir. Ele, pára e senta na beirada. Apenas a observa. A união da maior delicadeza e do melhor sentimento existente na sua vida, até o momento, estava ali: linda, descansando em sua cama. Como quem não quer nada, inclinou-se até sua amada, e com a mão por cima de seu ventre, beijou-a. A mão entra embaixo da camiseta conforme o beijo é dado, e as dela, tentam impedir, sem sucesso. Com carinhos e mais carinhos, rapidamente ambos estão nus. As mãos passeiam por uma rota incerta enquanto as bocas se encontram. Tomam ritmo, quase que artisticamente. Há tempos não o faziam, e agora matam mais que a vontade. A sede, já não existia mais. Ali, expressavam mais que amor. O fogo ainda se fazia presente. A paixão, o acompanhava. E ambos caminhariam, lado a lado.
Coliseu
Um beijo. Pescoço. Línguas festejam, tentando um entrelaçamento não tão bem sucedido. Risos. Abafados por um novo encontro entre de línguas. Os braços, a carregam e soltam-na sobre a cama, enquanto os lábios se devoram. Ainda. Os masculinos em um desvio de rota, alcançam a orelha feminina e sussuram arrepios. Os dedos dele, encontram o botão e o zíper de uma saia. Arranca sem delicadeza alguma, e ansiosos sobem rumo ao fecho do sutiã, já expostos. Os seios mal despidos, mãos o acalentam e os suportam para que um beijo quase infindo se dê. As mãos delicadas, no entanto, já encontraram o membro em riste, enquanto este teima para se livrar do jeans que o aperta. Enfim livre, o passeio da mão feminina continua e acaba por cravar as unhas não tão grandes nas costas largas dele. Este, nu e ela, somente com uma peça de roupa. Íntima. Inferior. O suor já se faz visível, assim como a elevada ansiedade por ambas as partes. Se unem e tomam ritmo. Calor intenso, urros, gemidos. Suspiros. E assim, suada, molhada, despenteada, ainda era linda. Talvez em sua mais bela forma. Com a frequência aumentada, o tão buscado êxito se faz presente. Ainda em fogo, celebram com mais um ósculo ardente, retomando o mínimo de fôlego necessário para repetirem o ato. Não só mais uma vez. Afinal, hoje é domingo.
(inspirado na música "Saia" - Alexandre Nero. http://www.frequency.com/video/saia-alexandre-nero/22841953)
Assinar:
Comentários (Atom)
