Frênulo labial

Mais uma tarde como qualquer outra. O céu acinzentado, as mesmas tarefas. O mesmo calhamaço de relatórios em cima da mesa. O ritmo frenético dos dedos no computador ligado e um celular deixado de lado. Repentinamente a porta se abre, e ele aparece. Rouba um beijo e começam a conversar. Ela reclama do cansaço. Ele, da distância e da saudade. Não se contentam e mais um beijo, um tanto quanto prolonogado é dado. Após alguns susurros de convencimento no ouvido, ela cede e eles vão embora de maõs dadas pelo corredor do setor. Dirigem-se até o carro dele, e dão tchau ao porteiro simpático. Em menos de cinco minutos, já estão na casa. Dele. Sobem as escadas frenéticamente, rindo por descobrirem estarem sós. Ela se joga na cama, e diz que vai dormir. Ele, pára e senta na beirada. Apenas a observa. A união da maior delicadeza e do melhor sentimento existente na sua vida, até o momento, estava ali: linda, descansando em sua cama. Como quem não quer nada, inclinou-se até sua amada, e com a mão por cima de seu ventre, beijou-a. A mão entra embaixo da camiseta conforme o beijo é dado, e as dela, tentam impedir, sem sucesso. Com carinhos e mais carinhos, rapidamente ambos estão nus. As mãos passeiam por uma rota incerta enquanto as bocas se encontram. Tomam ritmo, quase que artisticamente. Há tempos não o faziam, e agora matam mais que a vontade. A sede, já não existia mais. Ali, expressavam mais que amor. O fogo ainda se fazia presente. A paixão, o acompanhava. E ambos caminhariam, lado a lado.

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