Tô com vontade de sexo. Não é de gozar. Não do gesto
instintivo e natural do mesmo. Precisando do toque. Das mãos. Dos lábios.
Dos seios. Da pele. Dos sussurros. Das mordidas. Da unha cravando na pele, me
pedindo pra ir mais fundo. Do ritmo ofegante. Do suor. Da umidade. Da
adrenalina a cada descoberta. Da troca de olhares maliciosos. Do medo. Da falta
de inocência. Do desejo de não acabar. Da troca de juras. Das quase-ofensas que
não serão levadas adiante. Dos i’s com pingos ou não. Do barulho da cama. Dos
risos. Dos gritos. Dos urros. Do prazer. De você.