
O tempo passava. Ele já não conseguia esperar mais. Tudo tão rotineiro transformado de repente. Antes dela, chegava as 18h em casa. Seus pais não reclamavam. Agora, no mínimo as 21h. Os pais, duas panelas de pressão. Sua intimidade também chiava. Nunca conseguira sentir o mesmo sentimento em ambas as partes do seu corpo. É só vê-la pra que tudo acelere. Para que tudo que há, aumente. Ela ainda não vinha. Esperou no carro. Adormeceu. Acordou com um beijo estalado e um carinho um tanto quanto quente. Seu tronco pela janela fez a blusa meio largada descer, expondo a silhueta mais que apreciada. Ali mesmo, sem pudores, as mãos entraram. Dela, na calça. Dele, por baixo da blusa. Se beijavam com os lábios e as mãos. Se jogou no colo dele e pularam pro banco de trás. Em euforia, nus. Compassos e desejos. Nunca como antes. Cada dia algo novo. Isso o provocava. Até demais. Aquele instante já fazia parte dos seus sonhos, embora ainda não o tivesse sonhado. Para ele, sem esperanças. Agora a realidade o consome. Como fogo. Rubor. Acabaram por se trancar no carro, na rua escura e dormir. O tempo, já não passa mais.
=O
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