Arrepio

Lá vem você me provocar de novo. Eu gosto dessa sua ousadia. Vem, me deixa bilhetes românticos, mas quando nos falamos, apenas banalidades.  Coisas alheias. Amo como você me pergunta com simplicidade do meu dia. Mesmo sabendo que é só pra eu te olhar diferente. Sim, adorei o jeito que senti teu corpo. Em sonho. Mas senti. O passeio de tuas mãos em meu corpo, cravando suas unhas em minha carne. Volúpia mais que acometida. Meus faros e sensos aguçados, meu corpo mais que excitado. Estado de ebulição. A temperatura sobe a medida que nossos corpos se juntaram, nossa roupa se abriu e tudo se esclareceu. A frequência gerada, as estacas formadas o arrepio que nos consumiu. Eu sei que você sempre sonhou com esse momento. Pude perceber ao te ver pulsando. Pedindo o que só eu pudia dar - naquele instante. Esse, era meu maior temor. Embora minha natureza latejasse encharcada, eu não sabia se era certo. Depois, você iria me taxar. Fácil. Leviana. O oposto. Sim, eu te quero do fundo dos meus sentimentos. Do fundo das minhas intimidades. Não só meu coração te pede, mas meu corpo. Mas depois daquela noite, tive é medo de me entregar. Você queria se entregar, mas não o fez. Nossas bocas pediram o encontro e você, fugiu. Foi nesse instante que você me perdeu. Ou me ganhou. Ou te perdi. Ou te ganhei. Já não sabemos ao certo. Eu sei o que você quer. Sei muito bem o que eu quero - embora aparento ser indecisa. Mesmo após tudo que me fizeste, não me abalei. Sou mulher acima de tudo. De carne e osso. Tenho meus prazeres, minhas decepções, meus orgulhos e meus medos. Você taxa de frieza. mas é medo. De me entregar e me decepcionar mais uma vez. Então, meus sonhos me consolam e o tempo... esqueça. Já não há mais. Ou há, e eu não quero cedê-lo. Perdeste e ganhaste; Só não sabes ao certo o quê.

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