Sonho com ti. Enrubesce-me a face, às vezes, tais sonhos. Mas como haveria de ousar não sonhá-los? Não poderia negar-lhes o domínio sobre a alma minha. São sonhos de uma voluptuosidade tal, inebriantes, entorpecentes. Avassaladores. E sonho, sobremaneira maior, seria tornar-me os sonhos reais. Hei de afastar-me dos ideais platônicos. Ah, o lirismo desses amores jamais consumados; acalentam-nos o espírito, mas não nos silencia o corpo. E o corpo clama, em frêmitos, por gloriosa satisfação.
(...)
Enquanto teus dias seguem-se por calmas águas, meus sonhos são revolta tempestade, que, breve, há de arrebatar-te a serenidade e te lançar aos bravios oceanos do amor. Esse amor, por si só, tão subversivo. E o leito, então nosso, será águas que conhecerão épocas de deliciosa tormenta. Em beijos, não darei descanso à boca tua, que trazes sempre velada em misterioso e sedutor silêncio. Enquanto devaneio-me em esses sonhos, meu coração segreda: - Deixa-me aquecer-te as pernas entre as minhas...
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Enquanto teus dias seguem-se por calmas águas, meus sonhos são revolta tempestade, que, breve, há de arrebatar-te a serenidade e te lançar aos bravios oceanos do amor. Esse amor, por si só, tão subversivo. E o leito, então nosso, será águas que conhecerão épocas de deliciosa tormenta. Em beijos, não darei descanso à boca tua, que trazes sempre velada em misterioso e sedutor silêncio. Enquanto devaneio-me em esses sonhos, meu coração segreda: - Deixa-me aquecer-te as pernas entre as minhas...
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