Delicadeza
No ecrã, apenas proferidas pois não houve troca. Quanto mais você se vai, mais me vou. no meio de uma fumaça que sinto possuir um concreto no fim. Poucas vezes nos falamos. Você ainda me pediu pra falar mais. Apenas pra falar oi. Pessoalmente fica difícil conversarmos, porque ao te ver minhas pupilas dilatam, a mandíbula não cerra, a adrenalina não mais vaga e sim flutua, fico num limiar com minha repolarização. Difícil de entender. Fácil de esclarecer ao ver teu rosto harmônico, teu belo corpo, seus quadris nem tão largos e nem tão pequenos - que me enlouquecem caso te veja por trás. Queria era poder sentir o seu perfume. Cheirar o teu pescoço, abraçar encaixando meus braços sobre os teus. Fui à sua casa. Você mal sabia. Não sei se esperava. Apareci por motivos festivos. Te vi, cumprimentei. Mentalmente, te beijei. A escuridão não me deixou reparar em suas pupilas. Ok, as convenções sociais também não. Conversei com os outros, mas sempre de olho em você. O álcool me deu a liberdade e fui falar. Tão triste depender de fatores etílicos. Mas falei. Nada de romântico. Naquela hora eu queria era te beijar, levar-te a qualquer canto para que isolados, pudessemos ficar juntos por tempo indeterminado sem nada nem ninguém para nos perturbar. Não precisaria do sexo, apenas de sua companhia. O sexo seria interessante, mas o melhor ali era você. Não pude deixar de reparar novamente em você quando se partiu da cozinha rumo a seu dormitório. Ah, esse quadril. Você, eu tinha certeza que poderia envolver, já és até menor que eu. Mas grande em proporções. Me anima o fato de que poderemos conviver mais tempos juntos e então quem sabe um dia, poderei me realizar e sentir tua boca a me esquentar, tua mão a me provocar e tuas pernas se entrelaçarem a minha elevando nosso amor ao máximo.
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