Vigas.

Gosto dos beijos de olhos abertos; os seus são de hortelã. Dentro desse engodo ao qual eu me entreguei você não tem opção. Agora são paredes ao nosso redor. Antes de se entregar, jure para mim. Com os pés separados. E diz que eu não sou apenas mais um ator. Um odor a compartilhar. De estar aqui é o supra-sumo dos nossos encontros casuais. Meu coração cavaco cambembe é vital num corpo prestes a exaurir-se. E em dois. Com todos os opcionais inclusos. As mãos na quarta parede me faz ver você à frente de um grande prazer que estar por vir. Entre injeções e grachas corporais, de todas as tolêrancias eliminadas. Até o último tostão. Domina-me feito vênus bailarina. Hortelã nos ouvidos. Os sentidos posso ouvi-los daqui. Assim como todas aquelas flores do campo. Ainda que eu tenha de rouba-las para estar contigo, minha paciência quer um pouco mais. Cobre-me de beijos, frêmitos e terremotos. O carnaval na obra. E o que as lajes souberem, ah. O bom tom do prazer. Ardente. Deixa estar.

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