Nelson Rodrigues
Seu cabelo loiro ainda me persegue. Tenho sua imagem em delírios noturnos. Acordo com rubor e calor. Um objeto a ser conquistado. Te descobri ao acaso - brincadeira num banco. Logo algo foi crescendo -logo algo mais abaixo, foi crescendo. A noite, recordo de seu corpo: seios fartos mas nada exagerados; uma garupa grandiosa mas proporcional ao seu corpo; um abdôme nem malhado nem desleixado - na medida certa pro meu prazer. Teu rosto leitoso me agrada muito e me deixa a desejar morder suas bochechas e teu pescoço. Vontade incessante de lhe abrir as cortinas de carne e provar do teu gosto mais interno, íntimo e reservado (creio) e me arder numa intensidade inalcançável. Quero te sentir em todas as dimensões, sentir seu perfume enquanto usa as mãos pra me provocar. Calafrios. Arrepios. Selvageria. Apalpo tudo o que posso, e tento loucamente ritmar encaixes sem direito a relances e tomadas de fôlego. Falta de ar. Luxúria embriagante. Temos o mesmo tamanho tanto vertical quanto horizontalmente, salvo alguns detalhes. E a cada noite nos encontramos, nos tornamos únicos, seres fundidos em buca de regozijo - nos meus sonhos. E a cada dia nos vemos. Nos falamos. Nos envolvemos. Tu és compromissada e te respeito - externaemente. Mas ainda sim me acho um crápula por imaginar que um dia possas estar livre e aí, aproveitarei. Se lavasse e passasse seria perfeita. Lavava?
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