Cor de fogo. Fácil de se distinguir entre os outros. Não pela cor da cabeleira a qual sou fascinado, mas pela beleza de seus gestos. Ela não era lá a mais bonita nem a mais admirada. Mas tinha lá o seu modo de me conquistar. O jeito que falava, que olhava em meus olhos - os seus brilhavam. Mas será que é só comigo? Creio que sim. Aos poucos fui confirmando. Nos envolvemos. Lábios selados. Quentes. Rubores. Você, toda dímida. Vergonha - e se alguém nos pegar? Peço perdão pela expressão - que se dane o mundo. Individualismos. De tão reservada, me sentia seguro contigo. Eras mais que confiável. Como um casal, adquirimos confiança. Elevamos-na a tal ponto que pudemos nos acalentar desnudos um ao braço do outro. Após um longo banho, estavas só de roupão. Eu, após uma ducha, deitado a tua espera. Veio lentamente, misturando receio à sensualidade. Confesso que me excitei. Deitou-se. Calou minhas expressões ferozes com seus lábios úmidos, cheios de vida naturalmente. Mais uma vez, quentes. Lacei-a pela cintura e puxei a faixa central, revelando seu corpo, nunca visto por mim antes. Muitos diriam não ser nada demais, mas vindo de você era. Uma voluptuosidade se casou entre nós, e você revelou-me também. Admirada, achei que fosse a primeira vez que vistes, mas percebi que não. Os beijos desceram e logo alcançaram meu pescoço. A passividade deu lugar à agrssão carinhosa e mordiscadas se fizeram. Tudo tão normal pra nós. Logo tomamos frequência e tudo foi ficando mais vital. Nos envolvemos cada vez mais profundamente. E literalmente. Seu corpo, modesto em medidas, alojava mais prazeres que eu podia imaginar. Minha carne ardia, e nos consumiamos. As grutas inferiores se enchiam de sangue e te preenchiam. Inundação quase que mal controlada. Era tanta inebriedade que mal conseguia me manter. Você também. Mal sei definir o término, mas sei que ainda repetiremos o começo e o meio. Sem direito a fins. O que eu entendo por ser meu É tudo que eu posso te dar O meu amor mas primeiro eu Preciso saber se você vai gostar...
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