Leal.
Eu não valho nada. Não porque não sei escolher. Mas porque eu não paro de pensar. E é em você. De todas as formas. De todas as poses. Eu quero o seu sorriso. Me aproximar cada vez mais; mais e mais. Eu mais você. Assim, juntos. A amizade não pode mais. Basta a conversa, as coisas alheias. Ontem eu sonhei com você em prantos, bruscamente apareci e calei-lhe com um beijo. O meu corpo é o seu. Um só. Eu não quero dois. Eu quero um só. Descabido, estranho. Sim. Um só. Cansei de lhe despir com os olhos. Há algo que pulsa, pula e arrebata com a sua presença. Majestosa. Me vejo tanto em você que esqueci em algum pensamento que sou alguém. À quatro mãos, à vinte dedos, haverá um instante que eu trasmitirei calor de mais perto. Em meus braços, as mãos deslizam em um gracioso corpo esferóide. Notável. Dou a volta e avanço num encontro e desencontro sucessivo dos sentidos casuais. E assim eu vou escolher. E se amar, se amar até o fim. De uma noite ou de todas eu vou te querer. Incessantemente, impensavelmente, desesperadamente. E com as mãos, num pedestal maior; o maior prazer. Te cravo entre os rins e lhe vejo no céu.
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